{"id":12940,"date":"2019-05-08T05:36:43","date_gmt":"2019-05-08T05:36:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/?p=12940"},"modified":"2019-05-08T05:36:43","modified_gmt":"2019-05-08T05:36:43","slug":"azulejos-portugals-enchanting-ceramic-tile-art","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/art\/ceramic-art\/azulejos-portugals-enchanting-ceramic-tile-art\/","title":{"rendered":"Azulejos: A encantadora arte dos azulejos cer\u00e2micos de Portugal"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading\">Azulejos: A encantadora arte dos azulejos cer\u00e2micos de Portugal<\/h2>\n\n<p>Os azulejos, os vibrantes azulejos de cer\u00e2mica esmaltada que adornam os interiores e exteriores de Portugal, s\u00e3o parte integrante do patrim\u00f4nio cultural do pa\u00eds. Com uma hist\u00f3ria que abrange s\u00e9culos, essas intrincadas obras de arte evolu\u00edram de simples padr\u00f5es geom\u00e9tricos para elaborados murais que retratam cenas da hist\u00f3ria, mitologia e vida cotidiana portuguesas.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Origens e evolu\u00e7\u00e3o dos azulejos<\/h3>\n\n<p>O termo &#8220;azulejo&#8221; deriva da palavra \u00e1rabe &#8220;azzelij&#8221;, que significa &#8220;pequena pedra polida&#8221;. Os mouros introduziram a arte em Portugal no s\u00e9culo XIII. Inicialmente, os azulejos apresentavam motivos isl\u00e2micos como n\u00f3s, mas no s\u00e9culo XVI, um &#8220;senso de cenografia&#8221; surgiu quando os l\u00edderes portugueses encomendaram azulejos para decorar pal\u00e1cios e igrejas.<\/p>\n\n<p>Durante o s\u00e9culo XVII, padr\u00f5es din\u00e2micos com flores, golfinhos e querubins se popularizaram. Cenas narrativas da mitologia e da B\u00edblia dominaram as imagens dos azulejos no s\u00e9culo XVIII, transformando espa\u00e7os azulejados em livros de hist\u00f3rias visuais.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Azulejos na arquitetura<\/h3>\n\n<p>Os azulejos n\u00e3o s\u00e3o apenas elementos decorativos; eles tamb\u00e9m est\u00e3o profundamente integrados \u00e0 arquitetura portuguesa. Ap\u00f3s o devastador terremoto de 1755, os azulejos foram amplamente utilizados para reconstruir a infraestrutura de Lisboa, tornando-se uma op\u00e7\u00e3o mais gerenci\u00e1vel e menos dispendiosa. A paisagem da cidade se transformou em um cen\u00e1rio teatral, com paredes cobertas por vibrantes murais de azulejos.<\/p>\n\n<p>No s\u00e9culo XX, artistas contempor\u00e2neos come\u00e7aram a criar instala\u00e7\u00f5es originais de azulejos em locais p\u00fablicos como esta\u00e7\u00f5es de trem, bibliotecas e salas de concerto. A artista Maria Keil foi a for\u00e7a criativa por tr\u00e1s dos azulejos em 19 esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 de Lisboa, apresentando cenas aqu\u00e1ticas caprichosas e homenagens \u00e0 natureza.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Azulejos contempor\u00e2neos<\/h3>\n\n<p>Os azulejos continuam a evoluir no s\u00e9culo XXI. Artistas est\u00e3o usando imagens pixeladas para criar murais de azulejos, enquanto grafiteiros como Diogo Machado est\u00e3o incorporando a est\u00e9tica dos azulejos em seus trabalhos. Bairros est\u00e3o colaborando em pain\u00e9is comunit\u00e1rios que refletem suas localidades.<\/p>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">Experimentando os azulejos em Portugal<\/h3>\n\n<p>Para apreciar completamente a beleza e o significado dos azulejos, visite estes locais ic\u00f4nicos:<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Mosteiro de S\u00e3o Vicente de Fora:<\/strong> Admire a maior cole\u00e7\u00e3o de azulejos do s\u00e9culo XVIII representando f\u00e1bulas sat\u00edricas.<\/li>\n<li><strong>Pal\u00e1cio Nacional de Sintra:<\/strong> Maravilhe-se com o Sal\u00e3o Her\u00e1ldico, adornado com bras\u00f5es e pain\u00e9is de azulejos retratando figuras nobres e cenas de ca\u00e7a.<\/li>\n<li><strong>S\u00e9 Velha (Catedral Velha de Coimbra):<\/strong> Explore a catedral do s\u00e9culo XII e descubra requintados azulejos do s\u00e9culo XVI influenciados por motivos geom\u00e9tricos \u00e1rabes.<\/li>\n<li><strong>Museu Nacional do Azulejo:<\/strong> Mergulhe em uma das cole\u00e7\u00f5es de cer\u00e2mica mais extensas do mundo, exibindo azulejos de todas as \u00e9pocas. Reserve uma aula somente com reserva para aprender a arte da pintura de azulejos.<\/li>\n<li><strong>Est\u00fadio de Caroline Vidal:<\/strong> Aprenda sobre a hist\u00f3ria e as t\u00e9cnicas da pintura de azulejos em um workshop pr\u00e1tico com a artista Caroline Vidal, sediada em Lisboa.<\/li>\n<\/ul>\n\n<h3 class=\"wp-block-heading\">O significado cultural dos azulejos<\/h3>\n\n<p>Os azulejos s\u00e3o mais do que simples azulejos decorativos; eles s\u00e3o um testemunho da rica hist\u00f3ria, tradi\u00e7\u00f5es art\u00edsticas e identidade cultural de Portugal. Eles retratam narrativas religiosas, celebram eventos hist\u00f3ricos e refletem a mistura \u00fanica de influ\u00eancias do pa\u00eds.<\/p>\n\n<p>Pintar azulejos n\u00e3o \u00e9 apenas uma forma de arte; \u00e9 uma forma de se conectar com a cultura portuguesa e expressar a pr\u00f3pria criatividade. Turistas e moradores locais podem participar de workshops para aprender as t\u00e9cnicas tradicionais e criar suas pr\u00f3prias obras-primas de azulejos.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Azulejos: A encantadora arte dos azulejos cer\u00e2micos de Portugal Os azulejos, os vibrantes azulejos de cer\u00e2mica esmaltada que adornam os interiores e exteriores de Portugal, s\u00e3o parte integrante do patrim\u00f4nio&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[17488],"tags":[297,3545,17486,17485,136,27,17487,89],"class_list":["post-12940","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ceramic-art","tag-architecture","tag-contemporary-art","tag-portuguese-tile-art","tag-azulejos","tag-evolution","tag-history","tag-workshops","tag-cultural-heritage"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12940","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12940"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12940\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":12941,"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12940\/revisions\/12941"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12940"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12940"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12940"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}