{"id":18578,"date":"2021-02-14T11:04:35","date_gmt":"2021-02-14T11:04:35","guid":{"rendered":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/?p=18578"},"modified":"2021-02-14T11:04:35","modified_gmt":"2021-02-14T11:04:35","slug":"sea-lampreys-threat-to-great-lakes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/science\/ecology\/sea-lampreys-threat-to-great-lakes\/","title":{"rendered":"Lampreias-marinhas: Uma amea\u00e7a persistente para os Grandes Lagos"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading\">Lampreias-marinhas: Uma amea\u00e7a persistente para os Grandes Lagos<\/h2>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sanguessugas invasoras<\/h2>\n\n<p>As lampreias-marinhas, peixes parasitas nativos do Oceano Atl\u00e2ntico, tornaram-se uma grande amea\u00e7a para o ecossistema dos Grandes Lagos. Elas foram introduzidas pela primeira vez nos lagos no s\u00e9culo XIX atrav\u00e9s de canais de transporte e, desde ent\u00e3o, se espalharam por todo o sistema.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impactos destrutivos<\/h2>\n\n<p>As lampreias-marinhas se prendem aos peixes usando suas bocas de ventosa e raspam sua carne com suas l\u00ednguas afiadas, alimentando-se de seu sangue e fluidos corporais. Uma \u00fanica lampreia-marinha pode matar at\u00e9 40 libras de peixe por ano. Seus h\u00e1bitos alimentares vorazes devastaram as popula\u00e7\u00f5es de peixes nos Grandes Lagos, particularmente trutas e peixes-brancos.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desafios para o controle populacional<\/h2>\n\n<p>Desde 1958, a Comiss\u00e3o de Pesca dos Grandes Lagos implementou um programa de controle dedicado para combater a popula\u00e7\u00e3o de lampreias-marinhas. Lampricida, um pesticida projetado especificamente para atingir larvas de lampreia-marinha, tem sido usado junto com armadilhas e barreiras para reduzir seus n\u00fameros. Esses esfor\u00e7os reduziram com sucesso a popula\u00e7\u00e3o de lampreias-marinhas em 90-95% na bacia dos Grandes Lagos.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Perturba\u00e7\u00e3o da COVID-19<\/h2>\n\n<p>Restri\u00e7\u00f5es de viagem durante a pandemia de COVID-19 dificultaram a aplica\u00e7\u00e3o de lampricida e outras medidas de controle, levando a um ressurgimento na popula\u00e7\u00e3o de lampreias-marinhas. Esse aumento ficou evidente em 2022 devido ao atraso de dois anos no ciclo de desova dos animais.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Esfor\u00e7os cont\u00ednuos de controle<\/h2>\n\n<p>Apesar dos desafios impostos pela COVID-19, a Comiss\u00e3o de Pesca dos Grandes Lagos retomou seu agressivo programa de controle em 2022 e 2023. Eles est\u00e3o esperan\u00e7osos de que o recente aumento populacional tenha sido um problema tempor\u00e1rio e que as medidas de controle continuar\u00e3o a manter a popula\u00e7\u00e3o de lampreias-marinhas sob controle.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Papel ecol\u00f3gico na \u00e1rea de distribui\u00e7\u00e3o nativa<\/h2>\n\n<p>Em seu habitat nativo do Oceano Atl\u00e2ntico, as lampreias-marinhas desempenham um papel ben\u00e9fico como esp\u00e9cies-chave e engenheiras de ecossistemas. Elas sustentam ecossistemas aqu\u00e1ticos e terrestres fornecendo alimento para outras criaturas e criando habitats de desova para peixes. Suas larvas tamb\u00e9m ajudam a manter a qualidade da \u00e1gua.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Resili\u00eancia evolutiva<\/h2>\n\n<p>As lampreias-marinhas existem na Terra h\u00e1 mais de 340 milh\u00f5es de anos e sobreviveram a quatro grandes eventos de extin\u00e7\u00e3o. Elas permaneceram praticamente inalteradas desde que evolu\u00edram, demonstrando sua not\u00e1vel resili\u00eancia evolutiva.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Expans\u00e3o hist\u00f3rica nos Grandes Lagos<\/h2>\n\n<p>As lampreias-marinhas foram documentadas pela primeira vez nos Grandes Lagos em 1835 no Lago Ont\u00e1rio. As Cataratas do Ni\u00e1gara serviram inicialmente como uma barreira natural \u00e0 sua propaga\u00e7\u00e3o, mas as melhorias no Canal Welland em 1938 permitiram que elas contornassem as cataratas e invadissem todo o sistema. Na d\u00e9cada de 1960, as lampreias-marinhas haviam devastado a pesca de truta na parte superior dos Grandes Lagos, reduzindo a captura de truta-lacustre de 15 milh\u00f5es de libras para apenas meio milh\u00e3o de libras.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impactos econ\u00f4micos<\/h2>\n\n<p>O decl\u00ednio nas popula\u00e7\u00f5es de peixes devido \u00e0s lampreias-marinhas teve um impacto econ\u00f4mico significativo na ind\u00fastria pesqueira dos Grandes Lagos. A reconstru\u00e7\u00e3o da pesca por meio de esfor\u00e7os de controle levou a um ressurgimento na economia da pesca, beneficiando pescadores comerciais e recreativos.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Vigil\u00e2ncia cont\u00ednua<\/h2>\n\n<p>Embora a Comiss\u00e3o de Pesca dos Grandes Lagos tenha feito progressos significativos no controle da popula\u00e7\u00e3o de lampreias-marinhas, a vigil\u00e2ncia cont\u00ednua \u00e9 necess\u00e1ria para prevenir surtos futuros. A comiss\u00e3o est\u00e1 comprometida em monitorar a popula\u00e7\u00e3o e implementar medidas de controle adaptativas conforme necess\u00e1rio para proteger o ecossistema dos Grandes Lagos e suas valiosas pescarias.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lampreias-marinhas: Uma amea\u00e7a persistente para os Grandes Lagos Sanguessugas invasoras As lampreias-marinhas, peixes parasitas nativos do Oceano Atl\u00e2ntico, tornaram-se uma grande amea\u00e7a para o ecossistema dos Grandes Lagos. 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