{"id":2856,"date":"2020-06-06T18:51:29","date_gmt":"2020-06-06T18:51:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/?p=2856"},"modified":"2020-06-06T18:51:29","modified_gmt":"2020-06-06T18:51:29","slug":"lactase-persistence-evolution-dairy-consumption","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/science\/life-sciences\/lactase-persistence-evolution-dairy-consumption\/","title":{"rendered":"Quando os humanos come\u00e7aram a beber leite: evolu\u00e7\u00e3o, import\u00e2ncia e sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<h2 class=\"wp-block-heading\">Quando os humanos come\u00e7aram a beber leite<\/h2>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Persist\u00eancia da lactase: uma adapta\u00e7\u00e3o fundamental para o consumo de latic\u00ednios<\/h2>\n\n<p>Os seres humanos t\u00eam uma capacidade \u00fanica de digerir a lactose, o a\u00e7\u00facar encontrado no leite, gra\u00e7as a uma adapta\u00e7\u00e3o evolutiva conhecida como persist\u00eancia da lactase. Essa adapta\u00e7\u00e3o nos permite consumir produtos l\u00e1cteos sem sentir desconforto digestivo.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A evolu\u00e7\u00e3o da persist\u00eancia da lactase<\/h2>\n\n<p>Pesquisadores acreditam que a persist\u00eancia da lactase evoluiu h\u00e1 cerca de 7.500 anos na Europa Central e nos B\u00e1lc\u00e3s, coincidindo com o surgimento da pecu\u00e1ria leiteira. Isso sugere que a capacidade de digerir a lactose proporcionou uma vantagem seletiva aos primeiros humanos que dependiam de produtos l\u00e1cteos como fonte de nutri\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica da persist\u00eancia da lactase<\/h2>\n\n<p>A persist\u00eancia da lactase \u00e9 mais comum em popula\u00e7\u00f5es que historicamente consumiram produtos l\u00e1cteos, como as da Europa e Am\u00e9rica do Norte. No entanto, \u00e9 menos comum em popula\u00e7\u00f5es que tradicionalmente dependeram de outras fontes de nutri\u00e7\u00e3o, como as da \u00c1sia Oriental e \u00c1frica.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O papel do consumo de latic\u00ednios na sa\u00fade humana<\/h2>\n\n<p>Os produtos l\u00e1cteos s\u00e3o uma fonte rica de nutrientes essenciais, como c\u00e1lcio, prote\u00ednas e vitamina D. O c\u00e1lcio \u00e9 crucial para a sa\u00fade \u00f3ssea, enquanto as prote\u00ednas s\u00e3o essenciais para o crescimento e repara\u00e7\u00e3o muscular. A vitamina D, que \u00e9 obtida principalmente da luz solar e alimentos fortificados, desempenha um papel vital na absor\u00e7\u00e3o de c\u00e1lcio.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O impacto da menor exposi\u00e7\u00e3o ao sol na persist\u00eancia da lactase<\/h2>\n\n<p>Uma teoria popular sugere que a persist\u00eancia da lactase evoluiu em climas do norte, onde a exposi\u00e7\u00e3o ao sol era limitada. Nessas regi\u00f5es, os n\u00edveis de vitamina D eram mais baixos, e os produtos l\u00e1cteos forneciam uma fonte alternativa desse nutriente essencial. No entanto, pesquisas recentes desafiaram essa teoria, pois a persist\u00eancia da lactase tamb\u00e9m foi encontrada em popula\u00e7\u00f5es que vivem em regi\u00f5es ricas em sol.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O significado cultural da pecu\u00e1ria leiteira<\/h2>\n\n<p>A pecu\u00e1ria leiteira desempenha um papel importante nas sociedades humanas h\u00e1 s\u00e9culos. Os produtos l\u00e1cteos t\u00eam sido usados como fonte de alimento, vestu\u00e1rio e abrigo. Em muitas culturas, os produtos l\u00e1cteos est\u00e3o associados \u00e0 riqueza e prosperidade.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A estrutura molecular da lactose<\/h2>\n\n<p>A lactose \u00e9 um dissacar\u00eddeo composto por glicose e galactose. \u00c9 o principal a\u00e7\u00facar encontrado no leite. O corpo humano produz uma enzima chamada lactase, que decomp\u00f5e a lactose em glicose e galactose, permitindo que seja absorvida e utilizada como energia.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A cultura cer\u00e2mica de faixa linear e a pecu\u00e1ria leiteira<\/h2>\n\n<p>A cultura cer\u00e2mica de faixa linear foi uma cultura neol\u00edtica que floresceu na Europa Central h\u00e1 cerca de 7.500 anos. Acredita-se que essa cultura tenha sido uma das primeiras a praticar a pecu\u00e1ria leiteira. Evid\u00eancias de consumo de latic\u00ednios foram encontradas em fragmentos de cer\u00e2mica de assentamentos da cultura cer\u00e2mica de faixa linear.<\/p>\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conclus\u00e3o<\/h2>\n\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o da persist\u00eancia da lactase teve um profundo impacto na hist\u00f3ria da humanidade. Essa adapta\u00e7\u00e3o nos permitiu consumir produtos l\u00e1cteos, uma fonte de alimento nutritiva e vers\u00e1til. A pecu\u00e1ria leiteira tamb\u00e9m desempenhou um papel importante nas sociedades humanas, fornecendo alimento, vestu\u00e1rio e abrigo. Compreender a evolu\u00e7\u00e3o e o significado da persist\u00eancia da lactase fornece insights sobre a complexa rela\u00e7\u00e3o entre os humanos e seu ambiente.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando os humanos come\u00e7aram a beber leite Persist\u00eancia da lactase: uma adapta\u00e7\u00e3o fundamental para o consumo de latic\u00ednios Os seres humanos t\u00eam uma capacidade \u00fanica de digerir a lactose, o&hellip;<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[762],"tags":[5636,5637,136,5635,146],"class_list":["post-2856","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-life-sciences","tag-dairy-consumption","tag-neolithic-cultures","tag-evolution","tag-lactase-persistence","tag-nutrition"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2856","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2856"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2856\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2857,"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2856\/revisions\/2857"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2856"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2856"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.lifescienceart.com\/pt\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2856"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}